MP denuncia três pessoas pelo assassinato de dentista no Tocantins

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Ministério Público do Tocantins (MP-TO) ofereceu denúncia contra três acusados do assassinato do dentista Klébio Pereira Guedes. O crime aconteceu no dia 3 de março quando, segundo as investigações, dois homens, a mando de uma terceira pessoa, armaram uma emboscada e sequestraram a vítima quando ele chegava em casa, na cidade de Augustinópolis.
De acordo com a investigação policial, Manoel Fabrício Teles Pereira contratou Antônio Mendes Nonato para cometer o assassinato, pelo qual receberia R$ 5 mil. A negociação teria acontecido por intermédio de Estevão Emílio Castro. A motivação do crime seria ciúmes pelo envolvimento amoroso de Klébio com a ex-namorada de Manoel, fato que teria levado o acusado a proferir ameaças de morte contra o dentista, meses antes do crime.
Ainda de acordo com os autos, após capturar Klébio, os sequestradores o teriam transportado no carro da vítima até a cidade de Araguatins, onde a execução foi feita mediante três disparos de arma de fogo, seguidos da ocultação do cadáver em um matagal, com o consentimento de Manoel. Os homens fugiram levando o veículo e o celular da vítima. No dia seguinte, comercializaram os pertences na cidade de Parauapebas, no Pará. O carro foi vendido por R$ 13 mil.
De acordo com o promotor da Comarca de Augustinópolis, Paulo Sérgio Ferreira, não restam dúvidas quanto à materialidade do crime, fartamente demonstrado nos autos do inquérito policial.
“Foi uma investigação complexa, por se tratar de crime premeditado, em que os autores procuraram tomar medidas para camuflar a prática delitiva e dificultar o trabalho da polícia, mas tivemos uma atuação exemplar da polícia civil do Tocantins, que contou com a ajuda de policiais do Maranhão e Pará para a realização das investigações”, afirmou.
Na denúncia, o MP-TO pede que os acusados sejam levados ao Tribunal do Júri e que sejam condenados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, formação de quadrilha, furto e ocultação de cadáver.
O crime mobilizou muitas pessoas pelas redes sociais, inclusive em Imperatriz, onde várias pessoas e profissionais da saúde conheciam o dentista. Várias fotos dele foram divulgadas pelas redes sociais e, no início das investigações, havia a suspeita que ele teria saído de Augustinópolis no Tocantins para João Lisboa, no Maranhão. Fato que não foi comprovado.
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