Assassino confesso do taxista diz que a vítima teria pedido para morrer

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Jonas Feitosa da Silva, de 21 anos, suspeito de assassinar com um tiro na cabeça, no dia 23 de maio, o taxista Eurico Neres Costa, de 54 anos, foi apresentado pelo delegado regional de Imperatriz, Eduardo Galvão à imprensa na manhã desta segunda-feira (1º). O suspeito foi preso nesse fim de semana na cidade paraense de Santa Luzia.

Jonas Feitosa, que confessou o crime, disse friamente que a intenção dele não era matar o taxista, "mas precisava de dinheiro para seguir viagem e o taxista pediu para morrer".
“Acho que ele estava sofrendo de alguma coisa, pediu até pelo amor Deus para eu matar ele, insistiu. Foram três horas de negociação e eu querendo ir embora. Eu não estava com a intenção de fazer isso, foi à necessidade, foi por impulso, eu só queria dinheiro para seguir viagem”, conta o suspeito de matar o taxista.
O pai de Jonas, também, trabalha como taxista, e quando questionado se ele está arrependido do crime que cometeu, o suspeito diz: “todo ser humano erra, e este foi um erro meu. Estou arrependido. A primeira coisa que passa pela a cabeça é a decepção da família, sou filho mais novo de cinco irmãos, meus pais nunca passaram por isso, acho que é uma decepção”.
O delegado Eduardo Galvão, explica que a investigação ao autor do crime começou priorizando saber o destino de todos os passageiros do Pará que estavam no ônibus que veio de Goiânia. Jonas, principal suspeito foi preso com o carro do taxista com os vidros fumê na cidade de Santa Luzia, no Estado do Pará.
“Recebemos a informação de que o suspeito estava praticando assaltos numa cidade de Ulianópolis no Pará, não confirmamos. Passamos a priorizar todos os passageiros que eram do Pará e estavam no ônibus. Jonas era o principal suspeito, saímos daqui com o mandado de prisão em mãos, acionamos a polícia de lá e ele foi preso assim que entrou em Santa Luzia”, diz.
Sobre o depoimento que Jonas prestou ao delegado, disse que veio de Goiânia com três intenções: vender a arma, ou praticar um assalto para conseguir dinheiro e chegar a Santa Luzia.
“Ele trouxe inclusive as cordas, o primeiro taxista que ele encontrou, anunciou o assalto. Segundo ele, até o local pediu o dinheiro ao taxista, que mostrou onde estava. ‘Se ajoelhe que vou lhe amarrar’ e o taxista resistiu, depois dos disparos, ele disse que jogou as cordas no local e seguiu para o Pará”, conta delegado.
O delegado informou, ainda, que Jonas é suspeito de praticar um crime semelhante em cidade próxima à Santa Luzia, mas que cabe a polícia do Pará investigar o caso.
Com o suspeito foi encontrado o carro do taxista com vidros escurecidos (fumê), uma mala, e uma capa vermelha que Jonas vestiu no dia do crime. A arma que pode ser a utilizada no crime, ele tinha vendido por R$ 500, mas a polícia conseguiu recuperar.
“Todos os exames periciais no veículo serão feitos, para averiguar vestígios de sangue. O carro tem uma perfuração, segundo ele de outra arma que se desfez para fazer dinheiro e vamos fazer comparação balística da arma o mais rápido possível”, garante o delegado.
Jonas Feitosa, que está preso na delegacia regional, será transferido para a Unidade de Ressocialização de Presos (URP), antiga CCPJ de Imperatriz, onde ficará à disposição da Justiça.
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